quinta-feira, 19 de maio de 2011

Creio

CREIO que a função principal da escola é a de desenvolver ao máximo a competência da leitura e da escrita em seus alunos.
CREIO na leitura, porque ler é conhecer - o que aumenta consideravelmente o leque de entendimento, de opção e de decisão das pessoas em geral.
CREIO na leitura como uma reação ao texto, levando o leitor a concordar e a discordar, a decidir sobre a veracidade ou a distorção dos fatos, desmantelando estratégias verbais e fazendo a crítica dos discursos - atitudes essenciais ao estado de vigilância e lucidez de qualquer cidadão.
CREIO na escrita como instrumento de luta pessoal e social, com que o cidadão adquire um novo conceito de ação na sociedade.
CREIO que, quando as pessoas não sabem ler e escrever adequadamente, surgem homens decididos a LER e ESCREVER por elas e para elas.
CREIO que nossas possibilidades de progresso são determinadas e limitadas por nossa competência em leitura e escrita.
CREIO, por isso, que a linguagem constitui a ponte ou o arame farpado mais poderoso para dar passagem ou bloquear o acesso ao poder.
CREIO que o homem é um ser de linguagem, um animal semiológico, com capacidade inata para aprender e dominar sistemas de comunicação.
CREIO, assim, que a linguagem é um DOM, mas um DOM de TODOS, pois o poder de linguagem é apanágio da espécie humana.
CREIO que o educando pode crescer, desenvolver-se e firmar-se lingüisticamente, liberando seus poderes de linguagem, através da simples exposição a bons textos.
CREIO, por isso, em M. Quintana, que afirmou: "Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo, naturalmente."
CREIO, pois, no aluno que se ensina, no aluno como um auto/mestre, num processo de auto-ensino.
CREIO que o ato de escrever é, primeiro e antes de tudo, fruto do desejo de nos multiplicarmos, de nos transcendermos, e mesmo de nos imortalizarmos através de nossas palavras.
CREIO, juntamente com quem escreveu aos coríntios, que a um o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro, ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, ainda, o dom de as interpretar.
CREIO que a ti te foi dado o poder da PALAVRA.
CREIO, por isso, na tua paixão pela palavra. Para anunciar esperanças. Para denunciar injustiças. Para in(en)formar o mundo com a-vida-toda-linguagem.
PORTANTO, vem! Levanta tua voz em meio às desfigurações da existência, da sociedade: tu tens a palavra. A tua palavra. Tua voz. E tua vez.
Gilberto Scarton

sexta-feira, 13 de maio de 2011




UMA VIAGEM IMAGINADA.
UM LUGAR FANTÁSTICO COMO A CORDILHEIRA DOS ANDES.
É REALIZADA E REALIZAÇÃO COMPLETA.
OS ANOS PASSAM... A VIAGEM FICA PARA SEMPRE NA MEMÓRIA.
NO MEU MUSEU IMAGINÁRIO!
ESTA É A VERDADEIRA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA.
EM UMA PAREDE DOURADA DA BASÍLICA.
É UMA PEQUENA IMAGEM CHEIA DE SIGNIFICADOS E VALOR PRA MIM E MINHA FAMÍLIA.
ESTÁ SEMPRE NO MEU MUSEU!
NOSSA SENHORA APARECIDA
A PADROEIRA DO BRASIL.



Para quem tem fé, visitar o seu santuário em Aparecida do Norte,
é uma marca que ficou para sempre,
guardada no meu Museu Imaginário.
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

No céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho- à noite –
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores
que não encontro por cá;
em qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Este poema, de Gonçalves Dias, é uma das páginas mais conhecidas da Literatura Brasileira.
Sempre esteve na minha memória, pois, aprendi no colégio.

A escravidão no Brasil, uma triste memória que deixou marcas, mas também deixou belas heranças, como as cores, as danças, a culinária, músicas e o tom alegre que compõe o povo brasileiro.
São as nossas origens, devem fazer parte do meu Museu Imaginário.
No passado longínquo o homem deixou imagens gravadas ou pintadas de grande qualidade artística, em rochas e cavernas.
É a nossa história, de brasileiros e da humanidade.
Enquanto eu, pessoalmente,não puder ver de perto, admirar essa obra magnífica, ela estará no meu Museu Imaginário.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Para André Malraux (1901-1976), escritor francês, crítico de arte e político ativista,
“não havia limites entre a arte e a realidade”.
Talvez por isso tenha criado o Museu Imaginário, para que pudesse conviver a experiência com a criação, a realidade e a ficção, a importância das grandes obras de arte a singeleza e a singularidade daquilo que nós, homens, criamos mentalmente e visualizados como sendo “nossa grande obra”.
Compreensão

A princípio é difícil compreender o conceito de Museu Imaginário.
Quando visitamos ou pensamos em um museu, imediatamente nos vem à memória antiguidades, obras de arte, artes plásticas como quadros pintados e esculturas sólidas; E todas lá, nos museus, para nos mostrar uma relação homem/arte e nossa existência através dos tempos.
VÊNUS DE MILO

sábado, 7 de maio de 2011

Esta linda imagem do nosso planeta Terra, tendo o Sol como um brilhante a nos iluminar...
É claro que está no meu Museu Imaginário

MUSEU IMAGINÁRIO:


·       Tem livre acesso;
·       É instantâneo;
·       É ágil;
·       É digitalizado mentalmente;
·       É livre de hierarquia;
·       Não tem classificação quanto ao tipo de obra de arte;
·       Todos os temas são bem-vindos;
·       É atemporal;
·       A beleza, o prazer de contemplação, a satisfação, é imensurável;
·       Todos tem o direito de criação!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NATUREZA

As Bromélias, beleza natural do Brasil, encantaram até D.João VI. 


As belezas naturais do Brasil são verdadeiras obras de arte que o Criador nos oferece e enchem nossos olhos, preenchendo  espaços importantes no meu Museu Imaginário.
Bromélias do Brasil

 Palmeiras Imperiais
Orquídeas, sinônimo de beleza

Beleza natural e singela.

Uma das sete maravilhas do mundo moderno, está no meu Museu Imaginário, porque foi um dos melhores passeios da minha vida. Sinônimo de beleza estética.

VIDA ANIMAL

O meu amor pelos animais, especialmente os cachorros, garante muitas imagens no meu Museu Imaginário.

RAÍZES GAÚCHAS

Essa é uma imagem das mais importantes no meu Museu Imaginário.
Meu avó paterno, era a verdadeira imagem do gaúcho dos pampas.

MUSEU IMAGINÁRIO

MUSEU IMAGINÁRIO
É criar um espaço "só nosso", sem paredes, sem limites, sem cronologia e sem o juízo de ser belo para os outros.
O importante é ser belo pra nós mesmos, que toque nossa sensibilidade e nos transmita prazer.
Como o prazer de imaginar uma obra de Tarcila do Amaral sem nunca ter visto uma de perto.