terça-feira, 7 de junho de 2011
OBSERVANDO A VIDA COMO ELA SE (DES)ENVOLVE
O desenvolvimento humano depende de uma série de condições internas e
externas que se desencadeiam de maneira complexa, onde cada função
desempenha seu papel para que as transformações, adaptações e o
desenvolvimento aconteçam de forma dinâmica, para que, cada organismo
(humano) adquira a “forma” que o meio ambiente físico e social e a cultura
assim o façam.
Não queremos dizer que esses processos de interação serão sempre positivos
e harmônicos, por serem tão complexos, dependerá de como o “sujeito”
realiza internamente (se está preparado ou não) essa assimilação, que será o
seu desenvolvimento de forma equilibrada ou não.
Experimentação
Para melhor entendermos como ocorre o desenvolvimento humano,
realizamos uma prática de observação, uma experiência, tendo como objeto de
estudo uma fatia de pão. Com observação detalhada fizemos algumas
constatações.
O desenvolvimento de outro ser também depende de uma série de condições
para ocorrer.
No caso do meu experimento, as condições para que os fungos, que seriam
observados, surgissem e se desenvolvessem foram oferecidas. Primeiro o pão
foi colocado em um prato, coberto por um pano fino, sobre a mesa, em lugar
arejado e iluminado. Nessas condições o pão permaneceu aparentemente
igual, por cinco dias. Para que o processo fosse acelerado, interferimos,
mudando as condições e os fungos então aflorassem. As mudanças foram:
Umedecer o pão com pequena quantidade de água, acondicionar em saco
plástico e depositar em lugar fechado e escuro.
Em menos de 12h os fungos iniciaram seu crescimento, uma fina camada,
inicialmente na lateral, em cor verde claro, a fatia apresentava uma aparência
normal, com ligeiro odor azedo. Ao completar 10 dias, os fungos tomaram
conta de toda fatia, e a “camada” foi ficando mais grossa e a cor mais escura,
espalhando-se. Aos 12 dias apareceram outras cores, rosadas e avermelhadas.
A fatia está com aparência totalmente diferente da inicial após essas
transformações.
Materiais e Métodos
Como materiais usamos: prato, saco plástico transparente, uma pequena
lupa,lápis, borracha, papel para os registros escritos e diários, e uma câmara
fotográfica para confirmar e visualizar os registros escritos, para depositar
usamos um armário. Como método: O material foi observado duas vezes ao
dia, no início da manhã (07h00min) e no final do dia (18h30min) por um período
de 15 dias. Por não apresentar crescimento físico (como altura, comprimento,
etc.), não se fez necessário uma observação mais constante ou várias vezes ao
dia. As anotações serão detalhadas na tabela a seguir.
BSERVANDO A VIDA COMO ELA SE (DES)ENVOLVE
DATA Horário Temperatura Mudanças (Apresentação visual)
18/05
07h
18h
Entre:16º e 22º Aspecto normal, sem odor
19/05
07h
18h
Entre:18º e 24º Aspecto normal, sem odor
20/05
07h
18h
Entre: 18º e 20º Aspecto normal, sem odor
21/05
07h
18h
Entre: 15º e 18º Aspecto normal, sem odor
22/05
07h
18h
Entre: 15º e 18º Aspecto normal, sem odor, levemente mais seco
23/05
07h
18h
Entre:15º e 18º *Primeiros sinais de fungos na lateral, restante
normal, sem odor
24/05 07h Entre:15º e 22º *Pequeno aumento nos fungos, restante normal,
18h sem odor forte
25/05
07h
18h
Entre:13º e 19º Adição de água sobre a fatia de pão (à noite) e foi
depositado em lugar escuro
26/05
07h
18h
Entre:10º e 18º Aumentou a extensão afetada pelos fungos, restante
normal, leve odor de fermento
27/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Aspecto esverdeado ficou mais forte e maior
(somente nas laterais), permanece úmido, odor
levemente agre
28/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Fungos atingem quase toda fatia, camada mais
grossa, textura aveludada
29/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Apareceram outras cores mais escuras, odor mais
azedo
30/05
07h
18h
Entre: 6º e 14º Através da lupa observam-se pontos escuros no
interior da fatia
31/05
07h
18h
Entre: 4º e 12º Aparência totalmente diferente, como se tivesse
encolhido, tom escuro tomou conta da fatia, cores
mais escuras e variadas. Fim da observação.
* Nos dias 22 e 23/
05 o experimento foi observado por outra pessoa.Análise dos Resultados
Baseado nos dados da tabela, foi constatado que a fatia de pão, por ser um
produto comestível, possui características que o façam aceitável, dentro dos
padrões de qualidade e possa ser consumido. Por isso, nos primeiros dias a
fatia de pão permaneceu inalterada (pelo menos aparentemente).
Para que os fungos que ocorrem no pão (Rhizopus stolonifer) pudessem ser
observados foi necessária uma modificação no ambiente.
Com o crescimento, inicialmente lento, depois mais acelerado, as
características puderam ser mais bem observadas, como a maneira de se
espalhar, a espessura, a textura e a cor. O mais surpreendente foi a
transformação final (dentro de 15 dias) que apresentou a fatia de pão, uma
aparência física externa e interna totalmente modificada pela ação dos fungos
que ali proliferaram após o pão ter sofrido pela ação do meio ambiente, do
tempo, da luminosidade, da umidade e outras ações não detectadas pela forma
simples e amadora que foi realizada a experiência.
Todo esse processo de observação foi absorvido como aprendizado, para que
possamos reconhecer que em cada ser humano esse processo de
desenvolvimento também acontece, de maneira ainda mais subjetiva e
misteriosa, portanto, merecendo ser compreendido, valorizado e respeitado
como ser humano em constante desenvolvimento, inserido em sua cultura
própria.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
RESENHA UM DICURSO DOS MÉTODOS
IDE, Pascal. “A arte de pensar.” Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São
Paulo:Martins Fontes, 2000.
Resenha da introdução da obra de Pascal Ide (2000), “Um discurso dos
Métodos.”
O autor nos apresenta uma obra sobre as Leis do Pensamento, fazendo um
contraponto com a obra “O Discurso do Método” de René Descartes (1637),
onde este afirma que a ciência é sinônimo de método matemático e que a
certeza da razão rima com quantificação e axiomatização.
A proposta é apresentar as quatro leis do pensamento de uma maneira que
respeite melhor a vida, tão rica e tão complexa da inteligência, com o propósito
de aprofundar a terceira lei.
A primeira lei dá a dimensão da inteligência e cabe para todo conhecimento
animal (animal, humano ou outro). A segunda lei dá a dinâmica geral
característica do progresso da inteligência humana. A quarta lei dá à
inteligência sua largura, e a terceira lei, que será aprofundada por Pascal Ide,
aponta a profundidade e situa o espírito humano no tempo.
Através de exemplos, o autor diz: “A inteligência apóia-se num conhecimento
do qual ela tem certeza.” Ou seja, a inteligência vai do conhecido ao
desconhecido, na primeira lei.
Na segunda lei, “o que para nós é primeiramente manifesto e claro são os
conjuntos mais misturados, é só depois dessa indistinção, os elementos e os
princípios se destacam por meio de análise”, ou seja, se no início avistamos
apenas uma multidão, através de análise cuidadosa chegamos a identificação
de uma única pessoa, por exemplo. O espírito parte do mais universal ao
menos universal.
A inteligência não descobre de imediato a natureza das realidades, detém-se
primeiro no que é mais superficial e no que se manifesta. Para Descartes, em
matemática, todas as concepções da inteligência têm o mesmo grau de clareza
e de distinção.
Na terceira lei, a intuição, o juízo e o raciocínio são as manifestações da
inteligência. Através do pensar chegamos às definições e demonstrações que
são operações realizadas pela inteligência.
O juízo enuncia a verdade, através do raciocínio que chega à perfeição ou
realidade.
Conforme Jean-Paul Sartre, “não há outro conhecimento que não o intuitivo.” O
conhecimento intelectual tem sua raiz nos sentidos, por isso, encontramos no
homem o binômio inteligência-ração.
Na quarta lei, a inteligência adapta seu método ao objeto que ela estuda. Se a
inteligência está a serviço do verdadeiro, portanto da compreensão do real,
seus meios de investigações devem procurar ser tão ricos e variados quanto à
realidade. Para Descartes o caminho para chegar à verdade é somente a
Matemática, com a uniformização dos métodos, isso foi considerado um
desvio, porque se a inteligência está a serviço do verdadeiro, da compreensão
do real, seus meios de investigação devem procurar ser tão ricos e variados
quanto a realidade, por exemplo, o uso das terapias como alternativa de
tratamentos.
A lógica é um instrumento que diz que a inteligência parte de situações
concretas nas quais nosso espírito se exerce em dois sentidos informativos, a
visão (ler e escrever), e a audição (escutar, dizer e formular).
Com essas considerações, suposta e inicialmente difíceis de entender, Ide
Pascal decorre sobre as leis do pensamento, como sendo um novo discurso do
método, ou mais exatamente, um discurso dos métodos. Onde baseado em
Aristóteles, a arte de pensar deixa de ser matemática e passa a ser intelectual,
baseada nos sentidos e na intuição. Com comparações, exemplos e silogismos
o autor descreve as leis do pensamento, sem comprovações, apenas
descrevendo como funciona a inteligência humana, sempre partindo do geral
para o particular, através do raciocínio chegamos ao juízo ou a verdade final.
CARTA EAD 1
Sant’Ana do Livramento,31/05/2011
Prezados colegas do Pólo de Camargo
É com grande prazer que aproveitamos a conclusão do eixo APE 1 para compartilhar e refletir sobre as aprendências que conquistamos até hoje.
De início podemos afirmar que, devido à clareza com que nos foram apresentados os conteúdos relativos ao eixo, com indicações e exemplos de leituras, conseguimos com êxito realizar as tarefas propostas.
Notamos que cada movimento, após terem sido trabalhados, nos direcionava com maior facilidade aos seguintes, portanto fomos acumulando saberes que puderam ser exercitados, experimentados, e junto com nossas memórias e trajetos pessoais chegaram à compreensão e a assimilação contextualizadas.
A cada tarefa realizada tivemos que buscar, pesquisar, pôr em prática nosso papel de aprendentes em busca do saber, absorvendo e acumulando princípios educativos importantes em nossa formação.
É claro que, como estudantes-aprendentes-pesquisadores, que somos, tivemos dificuldades...
Reclamamos...
Enfim...
Achando que não seríamos capazes.
Mas no final nos superamos, com a ajuda fiel de colegas do nosso e de outros pólos (o que é muito legal), e também dos tutores "os nossos" e os "de vocês".
O diálogo foi nosso aliado, no pólo ou por intermédio dos modernos e ágeis meios de comunicação que fazem parte e facilitam nossa caminhada.
Nós, os santanenses, temos certeza que esses passos iniciais foram exitosos e desejamos que os dos colegas também o fossem. Sucesso!
Grande abraço!
Viviane Vieira Camacho e
Mariza Guarche Amaral
Prezados colegas do Pólo de Camargo
É com grande prazer que aproveitamos a conclusão do eixo APE 1 para compartilhar e refletir sobre as aprendências que conquistamos até hoje.
De início podemos afirmar que, devido à clareza com que nos foram apresentados os conteúdos relativos ao eixo, com indicações e exemplos de leituras, conseguimos com êxito realizar as tarefas propostas.
Notamos que cada movimento, após terem sido trabalhados, nos direcionava com maior facilidade aos seguintes, portanto fomos acumulando saberes que puderam ser exercitados, experimentados, e junto com nossas memórias e trajetos pessoais chegaram à compreensão e a assimilação contextualizadas.
A cada tarefa realizada tivemos que buscar, pesquisar, pôr em prática nosso papel de aprendentes em busca do saber, absorvendo e acumulando princípios educativos importantes em nossa formação.
É claro que, como estudantes-aprendentes-pesquisadores, que somos, tivemos dificuldades...
Reclamamos...
Enfim...
Achando que não seríamos capazes.
Mas no final nos superamos, com a ajuda fiel de colegas do nosso e de outros pólos (o que é muito legal), e também dos tutores "os nossos" e os "de vocês".
O diálogo foi nosso aliado, no pólo ou por intermédio dos modernos e ágeis meios de comunicação que fazem parte e facilitam nossa caminhada.
Nós, os santanenses, temos certeza que esses passos iniciais foram exitosos e desejamos que os dos colegas também o fossem. Sucesso!
Grande abraço!
Viviane Vieira Camacho e
Mariza Guarche Amaral
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