ESTE BLOG TEM POR FINALIDADE APRESENTAR DE MANEIRA DIFERENCIADA E PESSOAL, ÀS PESSOAS QUE POR AQUI CHEGAREM, COM A INTENÇÃO DE CONHECER COMO E ONDE VIVEM OS SANTANENSES, ATRAVÉS DA VISÃO DE UMA MORADORA COMUM QUE AMA, POR ISSO RECONHECE QUE NOSSA CIDADE TEM MUITO A MELHORAR, MAS TAMBÉM É UM LUGAR ÓTIMO PARA VIVER.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
FONTES
As imagens/fotografias usadas para ilustrar as postagens fazem parte do acervo pessoal da proprietária do blog e de Marcirio D. Leite.
OS "CATA-VENTOS" DO PAMPA
PLANTA DA USINA EÓLICA CERRO CHATO
PEÇAS E EQUIPAMENTOS DAS TORRES
CONTRASTANDO COM A VASTIDÃO DOS CAMPOS DA FRONTEIRA
O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO PASSA POR AQUI.
BOM SERIA SE A MÃO-DE-OBRA FOSSE TODA LOCAL, POR FALTA DE ESPECIALIZAÇÃO E QUALIFICAÇÃO NÃO É ASSIM.
OPERÁRIOS DE OUTROS LUGARES PASSARAM A RESIDIR TEMPORARIAMENTE NO MUNICÍPIO
AS TORRES TRANSFORMARAM A PAISAGEM DO PAMPA.
DESPERTANDO A CURIOSIDADE E ATRAINDO TURISTAS.
FLORES, POLUIÇÃO E DESMATAMENTO
NEM TUDO SÃO
FLORES.
A POLUIÇÃO É A CONSEQÜÊNCIA DA FALTA DE RESPEITO E DE AMOR PELA NATUREZA.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
PARQUE DO BATUVA
PRATICAR ESPORTES AQUÁTICOS, OU SIMPLISMENTE SENTAR, APRECIAR A NATUREZA
TOMANDO CHIMARRÃO E LEVANTANDO PANDORGA.
EIS UM DOS PASSEIOS PREFERIDOS PELOS SANTANENSES.
SERIA UM LOCAL IDEAL SE AS AUTORIDADES COMPETENTES INVESTISSEM EM INFRAESTRUTURA COMO SEGURANÇA, BENS E SERVIÇOS, E PRINCIPALMENTE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA.
RECURSO NATURAL
A ÁGUA É O MAIOR DOS RECURSOS NATURAIS E UM DOS MAIS IMPORTANTES PARA A SOBREVIVÊNCIA DO HOMEM.
O AGÜÍFERO GUARANY É O MAIOR MANANCIAL DE ÁGUA DOCE SUBTERRÂNEA TRANSFRONTERIÇO DO MUNDO.
E SANT’ANA DO LIVRAMENTO ESTÁ SITUADA SOBRE ESSE DEPÓSITO DA MAIS PURA ÁGUA, POR ISSO É UMA CIDADE ABENÇOADA.
A MELHOR ÁGUA DO MUNDO
PODER ABRIR A TORNEIRA...
BEBER SEM RECEIO UM BELO COPO D’ÁGUA...
MAIS QUE UM PRIVILÉGIO, É UMA BENÇÃO!
ASSIM É EM NOSSA CIDADE!
O DAE (Departamento de Água e Esgotos) é a Autarquia Municipal responsável pelo saneamento básico do município.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
CURIOSIDADE
O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.
Tem como característica a plumagem perfeita que usa para camuflar-se, fazendo com que pareça a extensão de um galho.
Este exemplar foi avistado, muito observado e fotografado na região do Passo dos Guedes, a 15 km do centro urbano.
Para quem gosta de apreciar a natureza, temos esse privilégio, uma ave rara como essa em nosso interior do município.
sábado, 1 de outubro de 2011
CAMELÔS X FREE-SHOPS
SOBRE A LINHA DIVISÓRIA, ONDE DEVERIAM EXISTIR CANTEIROS FLORIDOS...
O COMÉRCIO INFORMAL.
NO LADO URUGUAIO O MOVIMENTO NOTURNO MOSTRA OS REFLEXOS DAS VENDAS DE PRODUTOS IMPORTADOS COM PROCEDÊNCIA LEGÍTIMA, PARA MILHARES DE TURISTAS BRASILEIROS QUE ATRAVESSAM A FRONTEIRA DEIXANDO OS LUCROS SOMENTE NO OUTRO LADO DA FRONTEIRA.
CONTRADIÇÕES DA FRONTEIRA DA PAZ
POR SER UMA ZONA DE FRONTEIRA SECA, SEM QUALQUER IMPEDIMENTO FÍSICO OU NATURAL DE TRANSPOSIÇÃO, SEM IMPECÍLIOS POLÍTICOS E/OU BUROCRÁTICOS, PORTANTO COM LIVRE ACESSO A QUALQUER UMA DAS DUAS CIDADES, INFLUENCIAMOS E SOFREMOS INFLUÊNCIAS DE IDIOMA E DE MODO DE VIDA.
DESDE OS MAIS REMOTOS TEMPOS QUE O CONTRABANDO (crime de ordem penal e tributária inafiançável de produtos proibidos. Descaminho é um tipo de crime de ordem tributária) RONDA A FRONTEIRA.
AS FACILIDADES OFERECEM VANTAGENS,E AS DIFICULDADES, MUITAS VEZES BUROCRÁTICAS, FAVORECEM AS ILEGALIDADES. A FALTA DE EMPREGO LEVA À SÉRIAS CONSEGÜÊNCIAS COMO A VENDA E CONSUMO DE MERCADORIAS SEM PROCEDÊNCIA, TORNANDO A LINHA DIVISÓRIA UMA TRISTE PAISAGEM URBANA.
FRONTEIRA DA PAZ
Fronteira Seca
de Rogério Ávila e Mauro Morais
Fronteira seca donde o marco ronda a linha
E égua madrinha ao cruzar bate campana
De Masoller a Punta Upamaroty
Se estendem Â"asíÂ" rastros de tropas, Sant'Ana
Fronteira seca donde a vida do chibeiro
Abraça a sorte no rumo do contrabando
E algum Â"cuatrero matrero de policiaÂ"
Não se anuncia e ao trote largo vai cruzando
Nesta fronteira, alma pampa que se adoça
Donde retoça na campanha e no Â"puebleroÂ"
Uma cordeona que se Â"alumbraÂ" num relincho
Nestes bochinchos de poncho, adaga e sombreiro
Fronteira seca, louca de buena
Fronteira seca, flor de campeira
Fronteira seca do saludo arrinconado
Donde cochila tradição pra um guitarreiro
E o gaiteiro estufa o peito apaysanado
Num Â" a la puchaÂ" abagualado de faceiro
Nesta fronteira dos campos engordando o gado
Pelos janeiros com mormaços de verão
Donde a saudade no entreveiro do sotaque
Encilha um mate e desencilha a solidão!
CARTÃO POSTAL
O CERRO DE PALOMAS, NOSSO CARTÃO DE BOAS VINDAS, A 20 km NA ENTRADA DA CIDADE.
È UM DOS SÍMBOLOS DA CIDADE, LOCAL DOS VINHEDOS E ONDE EXISTE INÚMERAS OPÇÕES PARA A PRÁTICA DO ECO-TURISMO.
IGREJA MATRIZ DE SANTANA, CONSTRUÍDA EM 1918 EM ESTILO BARROCO, FOI O PRIMEIRO TEMPLO CATÓLICO DE SANT’ANA DO LIVRAMENTO, LOCALIZADA FRENTE A PRAÇA GENERAL OSÓRIO.
O CENTRO DA CIDADE, COMO UMA TÍPICA CIDADE DO INTERIOR, ABRIGA POUCOS EDIFÍCIOS, AINDA ENCONTRAMOS ANTIGAS CONSTRUÇÕES DE MORADIAS.
A PREFEITURA MUNICIPAL, PALÁCIO MOISÉS VIANA, CONSTRUÇÃO DE 1909 EM ESTILO GÓTICO ROMANO.
MODO DE VIVER
ESSE JEITO DE VIVER, SENTINDO A GEADA DAS MANHÃS DE INVERNO, TOMANDO BANHO NA SANGA, OLHANDO AO LONGE, COM O HORIZONTE À PERDER DE VISTA, ESTÁ NAS ENTRANHAS DOS QUE VIVEM NA CAMPANHA.
A RIQUEZA NÃO CHEGOU PARA TODOS
ENTRE AS GRANDES PROPRIEDADES E A REFORMA AGRÁRIA MUITOS FICARAM PARA TRÁS.
FICARAM À MARGEM DO DESENVOLVIMENTO.
VIVENDO DE MIGALHAS, PRESTANDO PEQUENOS SERVIÇOS, DE PARCAS CRIAÇÕES, CARREGANDO ÁGUA DE CACIMBAS, SEM ENERGIA ELÉTRICA, SEM ESCOLA, SEM ASCESSO À SAÚDE, À INFORMATIZAÇÃO E A INFORMAÇÃO.
SEM ESPERANÇAS E SEM CONDIÇÕES DE ABANDONAR O CAMPO.
VIVER NA CIDADE, OU MELHOR, ÀS MARGENS DOS CENTROS URBANOS?
É MELHOR CONTINUAR NA SOLIDÃO DO CAMPO, MAS EM PAZ!
OUVINDO O CANTO DOS PÁSSAROS E O NOTICIÁRIO NO RADINHO DE PILHA.
CONTRADIÇÕES NO CAMPO
EM TEMPOS PASSADOS AS GRANDES ESTÂNCIAS OU FAZENDAS, ONDE O DONO ERA O ÚNICO SENHOR DAS RIQUEZAS GERADAS PELO TRABALHO ÁRDUO DOS PEÕES.
HOJE ,CHEGOU A REFORMA AGRÁRIA, DIVISÕES DAS TERRAS, NOVOS DONOS, NOVAS ESPERANÇAS.
PEQUENAS PROPRIEDADES, AGRICULTURA FRAMILIAR, DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, IGUALDADE PARA TODOS QUE SE CAPACITAREM PARA EXPLORAR A TERRA COM VOCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE.
O MUNICÍPIO AINDA ABRIGA UM DOS MAIORES REBANHOS DE OVINOS, BOVINOS E RECENTEMENTE TEM SE ESPECIALIZADO EM CRIAÇÃO DE CAVALO CRIOULO.
NOSSA ESSÊNCIA
SANT’ANA DO LIVRAMENTO TEM EM SUA ESSÊNCIA A TRADIÇÃO DE UM POVO LUTADOR, MARCADO PELA VASTIDÃO DOS CAMPOS, PELAS CERCAS DE PEDRAS E PELO UMBÚ E COMO SENTINELA O QUERO-QUERO.
AS QUATRO ESTAÇÕES DO ANO SÃO DEFINIDAS, E DECISIVAS PARA O ANDAMENTO DA VIDA NO CAMPO.NO INVERNO DIAS GELADOS, VISITADOS PELO VENTO MINUANO E BRANCOS PELAS GEADAS QUE EMBELEZAM AINDA MAIS OS DIAS. O VERÃO É QUENTE, NADA QUE A SOMBRA DA VELHA FIGUEIRA E DO CINAMOMO ACOMPANHADOS DE UM BOM CHIMARRÃO NÃO TORNEM ACEITÁVEIS. OUTONO E PRIMAVERA AMENOS, AGRADÁVEIS, FLORIDOS E FRUTIFICADOS.
E O PÔR-DO-SOL... NA CIDADE OU NOS CAMPOS, SÃO VERDADEIRAS OBRAS DE ARTE.
domingo, 4 de setembro de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
OBSERVANDO A VIDA COMO ELA SE (DES)ENVOLVE
O desenvolvimento humano depende de uma série de condições internas e
externas que se desencadeiam de maneira complexa, onde cada função
desempenha seu papel para que as transformações, adaptações e o
desenvolvimento aconteçam de forma dinâmica, para que, cada organismo
(humano) adquira a “forma” que o meio ambiente físico e social e a cultura
assim o façam.
Não queremos dizer que esses processos de interação serão sempre positivos
e harmônicos, por serem tão complexos, dependerá de como o “sujeito”
realiza internamente (se está preparado ou não) essa assimilação, que será o
seu desenvolvimento de forma equilibrada ou não.
Experimentação
Para melhor entendermos como ocorre o desenvolvimento humano,
realizamos uma prática de observação, uma experiência, tendo como objeto de
estudo uma fatia de pão. Com observação detalhada fizemos algumas
constatações.
O desenvolvimento de outro ser também depende de uma série de condições
para ocorrer.
No caso do meu experimento, as condições para que os fungos, que seriam
observados, surgissem e se desenvolvessem foram oferecidas. Primeiro o pão
foi colocado em um prato, coberto por um pano fino, sobre a mesa, em lugar
arejado e iluminado. Nessas condições o pão permaneceu aparentemente
igual, por cinco dias. Para que o processo fosse acelerado, interferimos,
mudando as condições e os fungos então aflorassem. As mudanças foram:
Umedecer o pão com pequena quantidade de água, acondicionar em saco
plástico e depositar em lugar fechado e escuro.
Em menos de 12h os fungos iniciaram seu crescimento, uma fina camada,
inicialmente na lateral, em cor verde claro, a fatia apresentava uma aparência
normal, com ligeiro odor azedo. Ao completar 10 dias, os fungos tomaram
conta de toda fatia, e a “camada” foi ficando mais grossa e a cor mais escura,
espalhando-se. Aos 12 dias apareceram outras cores, rosadas e avermelhadas.
A fatia está com aparência totalmente diferente da inicial após essas
transformações.
Materiais e Métodos
Como materiais usamos: prato, saco plástico transparente, uma pequena
lupa,lápis, borracha, papel para os registros escritos e diários, e uma câmara
fotográfica para confirmar e visualizar os registros escritos, para depositar
usamos um armário. Como método: O material foi observado duas vezes ao
dia, no início da manhã (07h00min) e no final do dia (18h30min) por um período
de 15 dias. Por não apresentar crescimento físico (como altura, comprimento,
etc.), não se fez necessário uma observação mais constante ou várias vezes ao
dia. As anotações serão detalhadas na tabela a seguir.
BSERVANDO A VIDA COMO ELA SE (DES)ENVOLVE
DATA Horário Temperatura Mudanças (Apresentação visual)
18/05
07h
18h
Entre:16º e 22º Aspecto normal, sem odor
19/05
07h
18h
Entre:18º e 24º Aspecto normal, sem odor
20/05
07h
18h
Entre: 18º e 20º Aspecto normal, sem odor
21/05
07h
18h
Entre: 15º e 18º Aspecto normal, sem odor
22/05
07h
18h
Entre: 15º e 18º Aspecto normal, sem odor, levemente mais seco
23/05
07h
18h
Entre:15º e 18º *Primeiros sinais de fungos na lateral, restante
normal, sem odor
24/05 07h Entre:15º e 22º *Pequeno aumento nos fungos, restante normal,
18h sem odor forte
25/05
07h
18h
Entre:13º e 19º Adição de água sobre a fatia de pão (à noite) e foi
depositado em lugar escuro
26/05
07h
18h
Entre:10º e 18º Aumentou a extensão afetada pelos fungos, restante
normal, leve odor de fermento
27/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Aspecto esverdeado ficou mais forte e maior
(somente nas laterais), permanece úmido, odor
levemente agre
28/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Fungos atingem quase toda fatia, camada mais
grossa, textura aveludada
29/05
07h
18h
Entre: 6º e 15º Apareceram outras cores mais escuras, odor mais
azedo
30/05
07h
18h
Entre: 6º e 14º Através da lupa observam-se pontos escuros no
interior da fatia
31/05
07h
18h
Entre: 4º e 12º Aparência totalmente diferente, como se tivesse
encolhido, tom escuro tomou conta da fatia, cores
mais escuras e variadas. Fim da observação.
* Nos dias 22 e 23/
05 o experimento foi observado por outra pessoa.Análise dos Resultados
Baseado nos dados da tabela, foi constatado que a fatia de pão, por ser um
produto comestível, possui características que o façam aceitável, dentro dos
padrões de qualidade e possa ser consumido. Por isso, nos primeiros dias a
fatia de pão permaneceu inalterada (pelo menos aparentemente).
Para que os fungos que ocorrem no pão (Rhizopus stolonifer) pudessem ser
observados foi necessária uma modificação no ambiente.
Com o crescimento, inicialmente lento, depois mais acelerado, as
características puderam ser mais bem observadas, como a maneira de se
espalhar, a espessura, a textura e a cor. O mais surpreendente foi a
transformação final (dentro de 15 dias) que apresentou a fatia de pão, uma
aparência física externa e interna totalmente modificada pela ação dos fungos
que ali proliferaram após o pão ter sofrido pela ação do meio ambiente, do
tempo, da luminosidade, da umidade e outras ações não detectadas pela forma
simples e amadora que foi realizada a experiência.
Todo esse processo de observação foi absorvido como aprendizado, para que
possamos reconhecer que em cada ser humano esse processo de
desenvolvimento também acontece, de maneira ainda mais subjetiva e
misteriosa, portanto, merecendo ser compreendido, valorizado e respeitado
como ser humano em constante desenvolvimento, inserido em sua cultura
própria.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
RESENHA UM DICURSO DOS MÉTODOS
IDE, Pascal. “A arte de pensar.” Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São
Paulo:Martins Fontes, 2000.
Resenha da introdução da obra de Pascal Ide (2000), “Um discurso dos
Métodos.”
O autor nos apresenta uma obra sobre as Leis do Pensamento, fazendo um
contraponto com a obra “O Discurso do Método” de René Descartes (1637),
onde este afirma que a ciência é sinônimo de método matemático e que a
certeza da razão rima com quantificação e axiomatização.
A proposta é apresentar as quatro leis do pensamento de uma maneira que
respeite melhor a vida, tão rica e tão complexa da inteligência, com o propósito
de aprofundar a terceira lei.
A primeira lei dá a dimensão da inteligência e cabe para todo conhecimento
animal (animal, humano ou outro). A segunda lei dá a dinâmica geral
característica do progresso da inteligência humana. A quarta lei dá à
inteligência sua largura, e a terceira lei, que será aprofundada por Pascal Ide,
aponta a profundidade e situa o espírito humano no tempo.
Através de exemplos, o autor diz: “A inteligência apóia-se num conhecimento
do qual ela tem certeza.” Ou seja, a inteligência vai do conhecido ao
desconhecido, na primeira lei.
Na segunda lei, “o que para nós é primeiramente manifesto e claro são os
conjuntos mais misturados, é só depois dessa indistinção, os elementos e os
princípios se destacam por meio de análise”, ou seja, se no início avistamos
apenas uma multidão, através de análise cuidadosa chegamos a identificação
de uma única pessoa, por exemplo. O espírito parte do mais universal ao
menos universal.
A inteligência não descobre de imediato a natureza das realidades, detém-se
primeiro no que é mais superficial e no que se manifesta. Para Descartes, em
matemática, todas as concepções da inteligência têm o mesmo grau de clareza
e de distinção.
Na terceira lei, a intuição, o juízo e o raciocínio são as manifestações da
inteligência. Através do pensar chegamos às definições e demonstrações que
são operações realizadas pela inteligência.
O juízo enuncia a verdade, através do raciocínio que chega à perfeição ou
realidade.
Conforme Jean-Paul Sartre, “não há outro conhecimento que não o intuitivo.” O
conhecimento intelectual tem sua raiz nos sentidos, por isso, encontramos no
homem o binômio inteligência-ração.
Na quarta lei, a inteligência adapta seu método ao objeto que ela estuda. Se a
inteligência está a serviço do verdadeiro, portanto da compreensão do real,
seus meios de investigações devem procurar ser tão ricos e variados quanto à
realidade. Para Descartes o caminho para chegar à verdade é somente a
Matemática, com a uniformização dos métodos, isso foi considerado um
desvio, porque se a inteligência está a serviço do verdadeiro, da compreensão
do real, seus meios de investigação devem procurar ser tão ricos e variados
quanto a realidade, por exemplo, o uso das terapias como alternativa de
tratamentos.
A lógica é um instrumento que diz que a inteligência parte de situações
concretas nas quais nosso espírito se exerce em dois sentidos informativos, a
visão (ler e escrever), e a audição (escutar, dizer e formular).
Com essas considerações, suposta e inicialmente difíceis de entender, Ide
Pascal decorre sobre as leis do pensamento, como sendo um novo discurso do
método, ou mais exatamente, um discurso dos métodos. Onde baseado em
Aristóteles, a arte de pensar deixa de ser matemática e passa a ser intelectual,
baseada nos sentidos e na intuição. Com comparações, exemplos e silogismos
o autor descreve as leis do pensamento, sem comprovações, apenas
descrevendo como funciona a inteligência humana, sempre partindo do geral
para o particular, através do raciocínio chegamos ao juízo ou a verdade final.
CARTA EAD 1
Sant’Ana do Livramento,31/05/2011
Prezados colegas do Pólo de Camargo
É com grande prazer que aproveitamos a conclusão do eixo APE 1 para compartilhar e refletir sobre as aprendências que conquistamos até hoje.
De início podemos afirmar que, devido à clareza com que nos foram apresentados os conteúdos relativos ao eixo, com indicações e exemplos de leituras, conseguimos com êxito realizar as tarefas propostas.
Notamos que cada movimento, após terem sido trabalhados, nos direcionava com maior facilidade aos seguintes, portanto fomos acumulando saberes que puderam ser exercitados, experimentados, e junto com nossas memórias e trajetos pessoais chegaram à compreensão e a assimilação contextualizadas.
A cada tarefa realizada tivemos que buscar, pesquisar, pôr em prática nosso papel de aprendentes em busca do saber, absorvendo e acumulando princípios educativos importantes em nossa formação.
É claro que, como estudantes-aprendentes-pesquisadores, que somos, tivemos dificuldades...
Reclamamos...
Enfim...
Achando que não seríamos capazes.
Mas no final nos superamos, com a ajuda fiel de colegas do nosso e de outros pólos (o que é muito legal), e também dos tutores "os nossos" e os "de vocês".
O diálogo foi nosso aliado, no pólo ou por intermédio dos modernos e ágeis meios de comunicação que fazem parte e facilitam nossa caminhada.
Nós, os santanenses, temos certeza que esses passos iniciais foram exitosos e desejamos que os dos colegas também o fossem. Sucesso!
Grande abraço!
Viviane Vieira Camacho e
Mariza Guarche Amaral
Prezados colegas do Pólo de Camargo
É com grande prazer que aproveitamos a conclusão do eixo APE 1 para compartilhar e refletir sobre as aprendências que conquistamos até hoje.
De início podemos afirmar que, devido à clareza com que nos foram apresentados os conteúdos relativos ao eixo, com indicações e exemplos de leituras, conseguimos com êxito realizar as tarefas propostas.
Notamos que cada movimento, após terem sido trabalhados, nos direcionava com maior facilidade aos seguintes, portanto fomos acumulando saberes que puderam ser exercitados, experimentados, e junto com nossas memórias e trajetos pessoais chegaram à compreensão e a assimilação contextualizadas.
A cada tarefa realizada tivemos que buscar, pesquisar, pôr em prática nosso papel de aprendentes em busca do saber, absorvendo e acumulando princípios educativos importantes em nossa formação.
É claro que, como estudantes-aprendentes-pesquisadores, que somos, tivemos dificuldades...
Reclamamos...
Enfim...
Achando que não seríamos capazes.
Mas no final nos superamos, com a ajuda fiel de colegas do nosso e de outros pólos (o que é muito legal), e também dos tutores "os nossos" e os "de vocês".
O diálogo foi nosso aliado, no pólo ou por intermédio dos modernos e ágeis meios de comunicação que fazem parte e facilitam nossa caminhada.
Nós, os santanenses, temos certeza que esses passos iniciais foram exitosos e desejamos que os dos colegas também o fossem. Sucesso!
Grande abraço!
Viviane Vieira Camacho e
Mariza Guarche Amaral
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Creio
CREIO que a função principal da escola é a de desenvolver ao máximo a competência da leitura e da escrita em seus alunos.
CREIO na leitura, porque ler é conhecer - o que aumenta consideravelmente o leque de entendimento, de opção e de decisão das pessoas em geral.
CREIO na leitura como uma reação ao texto, levando o leitor a concordar e a discordar, a decidir sobre a veracidade ou a distorção dos fatos, desmantelando estratégias verbais e fazendo a crítica dos discursos - atitudes essenciais ao estado de vigilância e lucidez de qualquer cidadão.
CREIO na escrita como instrumento de luta pessoal e social, com que o cidadão adquire um novo conceito de ação na sociedade.
CREIO que, quando as pessoas não sabem ler e escrever adequadamente, surgem homens decididos a LER e ESCREVER por elas e para elas.
CREIO que nossas possibilidades de progresso são determinadas e limitadas por nossa competência em leitura e escrita.
CREIO, por isso, que a linguagem constitui a ponte ou o arame farpado mais poderoso para dar passagem ou bloquear o acesso ao poder.
CREIO que o homem é um ser de linguagem, um animal semiológico, com capacidade inata para aprender e dominar sistemas de comunicação.
CREIO, assim, que a linguagem é um DOM, mas um DOM de TODOS, pois o poder de linguagem é apanágio da espécie humana.
CREIO que o educando pode crescer, desenvolver-se e firmar-se lingüisticamente, liberando seus poderes de linguagem, através da simples exposição a bons textos.
CREIO, por isso, em M. Quintana, que afirmou: "Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo, naturalmente."
CREIO, pois, no aluno que se ensina, no aluno como um auto/mestre, num processo de auto-ensino.
CREIO que o ato de escrever é, primeiro e antes de tudo, fruto do desejo de nos multiplicarmos, de nos transcendermos, e mesmo de nos imortalizarmos através de nossas palavras.
CREIO, juntamente com quem escreveu aos coríntios, que a um o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro, ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, ainda, o dom de as interpretar.
CREIO que a ti te foi dado o poder da PALAVRA.
CREIO, por isso, na tua paixão pela palavra. Para anunciar esperanças. Para denunciar injustiças. Para in(en)formar o mundo com a-vida-toda-linguagem.
PORTANTO, vem! Levanta tua voz em meio às desfigurações da existência, da sociedade: tu tens a palavra. A tua palavra. Tua voz. E tua vez.
Gilberto Scarton
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
No céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho- à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
que não encontro por cá;
em qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
No céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho- à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
que não encontro por cá;
em qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Este poema, de Gonçalves Dias, é uma das páginas mais conhecidas da Literatura Brasileira.
Sempre esteve na minha memória, pois, aprendi no colégio.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Para André Malraux (1901-1976), escritor francês, crítico de arte e político ativista,
“não havia limites entre a arte e a realidade”.
Talvez por isso tenha criado o Museu Imaginário, para que pudesse conviver a experiência com a criação, a realidade e a ficção, a importância das grandes obras de arte a singeleza e a singularidade daquilo que nós, homens, criamos mentalmente e visualizados como sendo “nossa grande obra”.
Compreensão
A princípio é difícil compreender o conceito de Museu Imaginário.
Quando visitamos ou pensamos em um museu, imediatamente nos vem à memória antiguidades, obras de arte, artes plásticas como quadros pintados e esculturas sólidas; E todas lá, nos museus, para nos mostrar uma relação homem/arte e nossa existência através dos tempos.
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