HISTÓRIA DO LOCAL ONDE VIVO
É com orgulho que escrevo sobre o lugar onde vivo, na mais irmã das fronteiras, Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (ROU). Quando falo de Livramento leia-se sempre Livramento/Rivera, pois sendo irmãs nossas duas cidades são o reflexo uma da outra, porque vivemos e andamos pra lá e pra cá livremente, na maior paz.
Aqui, os turistas fazem a festa, no lado de cá temos hotéis, restaurantes, etc., No lado de lá os famosos free shoppings, onde encontramos mercadorias de procedência legítima e bom preço como se estivéssemos em Miami ou Paris.
Aos domingos gostamos de tomar chimarrão no Lago Batuva ou na Avenida Sarandi em Rivera, tanto faz!
É aqui na vastidão do pampa que temos os maiores rebanhos bovinos e ovinos, também temos os mais lindos cavalos Crioulos, orgulho da gauchada que desfila “em peso” no 20 de Setembro na mais pura tradição.
E como ponto histórico tem a “Casa de Passagem de Davi Canabarro”, personagem marcante da Revolução Farroupilha. Assim como também muitas estâncias que serviram de abrigo aos farroupilhas.
Com o clima favorável que temos, muita luminosidade e muito frio, com grandes geadas, estamos produzindo as melhores uvas, portanto, teremos os melhores vinhos.
Enfim, eu costumo dizer que Livramento é uma terra abençoada por Deus, porque não temos vulcões, montanhas que deslizam nem rios que causam enchentes, e temos “a melhor água do mundo”, pois podemos abrir a torneira e tomar sem medo, como falam as pessoas mais antigas que me ajudaram nessa conversa: _” o Cerro do Registro é um enorme reservatório d’água”, porém hoje sabemos que essa água maravilhosa é o Aqüífero Guarani que nos oferece.
Nossa cidade cresceu, com novos loteamentos, construções de prédios e condomínios. Eu e meus irmãos crescemos em um lugar maravilhoso, rua de terra, sem calçada, cerca de arame, muitas árvores... A casa era simples, de madeira, mas abrigava nossa família com muito amor. Nas horas de brincadeiras com a gurizada da vizinhança corríamos à vontade, porque os carros eram bem poucos e não ofereciam perigo algum. Em poucos minutos estávamos na escola, ou melhor, no Grupo Escolar Professor Chaves recém construído, tínhamos o maior orgulho de nosso colégio novo.
Eu tenho o privilégio de morar no mesmo bairro que cresci, claro que houve mudanças... As ruas antes de terra (onde brincávamos sem perigo) agora são asfaltadas e iluminadas. Perto do Parque da Hidráulica (DAE) e das escolas que estudei.
Inclusive, onde construíram os prédios que moro (imagem nº5), conheci quando era apenas campo, com árvores enormes, onde os meninos jogavam futebol.
Hoje o terreno abriga oito prédios com dezenas de famílias. Mas eu sei como foi no passado, e ainda conheço pessoas que como eu viram essas mudanças acontecerem, estamos por aqui!
Boas lembranças...
E o povo? Só gente boa, corajosa e gaúcha barbaridade!
Marisa legal teu blog, amei esta postagens sobre local onde vivo.
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